11 POETISAS PORTUGUESAS CONTEMPORÂNEAS

No ano de 2017 decidi dedicar-me à leitura de diversos livros de poesia que tinha aqui por casa. Na época, li apenas mulheres, pois tinha um projecto dedicado à divulgação de autoras (portuguesas ou não) e, desde aí, tenho tentado que a poesia faça parte da minha vida enquanto leitora. Contudo, tenho sentido que as minhas escolhas nos últimos dois anos não têm sido tão conscientes em relação a este desejo de que a poesia tenha uma presença forte nas minhas leituras. Incentivada pelo projecto “Ler Os Nossos” da Cláudia (A Mulher Que Ama Livros), que está a decorrer este mês de Novembro, e que consiste em ler pelo menos uma obra de um(a) escritor(a) português, decidi publicar aqui no blog uma lista de 11 poetisas portuguesas contemporâneas, das quais encontram, facilmente, pelo menos, um livro à venda.

11 POETISAS PORTUGUESAS CONTEMPORÂNEAS

Adília Lopes, pseudónimo literário de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, nasceu em Lisboa, em 1960. Começou a publicar a sua poesia no Anuário de Poetas não Publicados da Assírio & Alvim, em 1984 (“Dias e Dias”, publicado em Outubro de 2020).

Ana Luísa Amaral, nasceu em Lisboa, em 1956. É uma poetisa portuguesa traduzida para várias línguas (castelhano, inglês, francês, alemão, holandês, russo, búlgaro e croata), o seu primeiro livro de poesia, Minha senhora de quê, foi publicado em 1990 (“Escuro”, publicado em Maio de 2014).

Andreia C. Faria, nasceu no Porto, em 1984. Em 2008, publicou o seu primeiro livro de poemas, De haver relento. Em 2017, o livro Tão Bela Como Qualquer Rapaz recebeu o Prémio SPA 2017 para Melhor Livro de Poesia (“Alegria para o fim do mundo”, publicado em Agosto de 2020).

Claúdia R. Sampaio, poetisa e pintora nascida em Lisboa, em 1981. Estreou-se na poesia em 2015 com A primeira urina da manhã. Tem seis livros de poesia publicados até ao momento e um livro de poemas escolhidos na colecção elogio da sombra, da qual valter hugo mãe é curador (“Ver no Escuro”, publicado em Março de 2016).

Filipa Leal, nasceu no Porto, em 1979. É poetisa, jornalista e argumentista. Formada em Jornalismo pela Universidade de Westminter, é Mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras do Porto. O seu primeiro livro de poesia, Talvez os Lírios Compreendam, foi publicado em 2004 (“Vem à Quinta-Feira”, publicado em Fevereiro de 2019).

Isabel de Sá, nascida em Esmoriz, em 1951, é licenciada em Artes Plásticas/Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2005, reuniu no volume Repetir o poema, toda a poesia publicada desde 1979 (“O real arrasa tudo”, publicado em Maio de 2019).

Maria do Rosário Pedreira, nasceu em 1959, em Lisboa, e licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas em 1981. Para além do ensino e da tradução, o seu trabalho está muito ligado à actividade editorial (Gradiva, Temas e Debates e, actualmente, grupo Leya). Iniciou a sua carreira literária em 1996, escrevendo o seu primeiro livro de poesia A Casa e o Cheiro dos Livros (“Poesia Reunida”, publicado em Setembro de 2012).

Maria Teresa Horta, nasceu em Lisboa, onde frequentou a Faculdade de Letras. A escritora, jornalista e poetisa é conhecida como uma das mais destacadas feministas portuguesas. Estreou-se na poesia em 1960, com Espelho Inicial (“Poesis”, publicado em Junho de 2017).

Marta Chaves, nascida em Coimbra, em 1978, é psicóloga clínica e psicoterapeuta. Desde 2008, tem vindo a revelar os seus poemas em diversas antologias poéticas e revistas de poesia (“Varanda de Inverno”, publicado em Abril de 2018).

Matilde Campilho, nasceu em 1982, em Lisboa. O seu primeiro livro de poesia, Jóquei, saiu em 2014 e foi entretanto editado no Brasil e em Espanha (“Jóquei”, publicado em Maio de 2014).

Rosa Oliveira, nascida em Viseu, em 1958, é professora no ensino superior politécnico. Cinza, o seu primeiro livro de poesia foi galardoado com o Prémio PEN Clube Primeira Obra, e Tardio, o segundo, recebeu o Prémio Literário Fundação Inês de Castro (“Cinza”, publicado em Junho de 2013).

Destas onze poetisas portuguesas, ainda não tive oportunidade de ler a poesia de três delas, pelo que o livro que deixei como recomendação foi seleccionado de acordo com a obra que pretendo ler para colmatar esta falha. Para as restantes oito, escolhi livros que já li e recomendo. Que poetisas contemporâneas portuguesas acrescentariam a esta lista?

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